Publicado por: Ap. Antonio Bueno | 9 de agosto de 2011

PROBLEMAS EXISTEM PARA SEREM RESOLVIDOS

Exodo 14:15-26

            Problemas existem para serem resolvidos, praticamente não há problema insolúvel. Deus criou o ser humano com capacidades inexploradas ainda, o que precisamos entender é que além dos recursos físicos temos os recursos que a fé proporciona, uma vez que somos físicos, mas também espirituais, pois fomos criados segundo a imagem e semelhança de Deus.

            Moisés ao cumprir o seu chamado enfrenta situações consideradas impossíveis e estressantes, todavia resolve cada uma delas usando sua habilidade pessoal e sua fé sobrenatural. O caminho do deserto foi, para o povo de Israel, um caminho de revelação de quem era Deus e qual o seu poder. Deus se deu a conhecer a seu povo, i.e., revelou-se a eles no deserto. Então o deserto é um caminho de revelação, lugar onde o homem pode conhecer mais de Deus.

            Deus já colocou dentro do ser humano todas as provisões para o milagre, v. 15 e 16. Há dentro do ser humano, sempre, uma possibilidade de milagre. O milagre que eu creio é o milagre que acontece, só não vai acontecer aquilo que eu me recuso a acreditar, porque Jesus disse que tudo é possível ao que crê.

            Quando Deus fez o homem, o fez do pó da terra, é claro, todavia soprou dentro dele um pedaço da eternidade, do sobrenatural, pôs dentro do ser humano vida, sua vida. O sopro de Deus, chamado de Ruah Kadosh, é nada mais nada a menos que a vida de Deus. O quanto me conscientizo dessa verdade é o quanto estou mais próximo do meu milagre.

            Essa é a razão porque Deus disse a Moisés: “porque clamas a mim?” isto é: não é qualquer coisa que para vocês, marchem, continuem, e prosseguiu dizendo: “na tua mão está a possibilidade de milagres, faça acontecer”.

            Deus já colocou em nossas mãos tudo o que é preciso para que o milagre aconteça, a sua Palavra, Rom. 10:17.

            Todo problema traz dentro de si uma semente, a glória de Deus, v. 17 e 18. Os problemas existem para que a glória de Deus se manifeste, a nós cabe compreender essa verdade.

            Deus permite ao povo de Israel todos esses problemas para que eles fossem alvos de seus milagres, para que experimentassem o poder de Deus em si mesmo, porque o que eles tinham visto eram ações de Deus na vida dos egípcios, todavia agora eles conheceriam um pouco mais do Deus que eles serviam. Deus queria se revelar a eles.

            Os problemas são sementes de milagres, não se esqueça disso. São desculpas para Deus agir em nosso favor e mostrar seu cuidado fazendo com que haja crescimento espiritual no ser humano.

            A presença de Deus sempre distingue os escolhidos dos inimigos, v. 19 e 20. Deus não se confunde quanto a quem são seus escolhidos. O que for benção para o escolhido será juízo para o inimigo.

            O caminho de livramento que Deus cria para seus escolhidos, inimigo não caminha por ele. Moisés abriu o mar pelo poder de Deus, mas o que foi livramento para os Israelitas foi sepultura para os egípcios.

            Anjo é coisa boa, todavia o Anjo do Senhor era luz para Israel, mas tornou-se trevas para os egípcios que perseguiam o povo de Deus. Todo caminho que Deus cria para seus escolhidos o inimigo tem dificuldade para andar nele, o texto diz que Deus dificultou o andar dos carros de guerra de faraó. Caminho que Deus abre inimigo não passa.

            Portanto defina se você é escolhido ou inimigo de Deus. Só quem é inimigo sente dificuldade de andar por caminhos que Deus cria, quando você começar a achar dificuldades de andar nos caminhos de Deus, questione-se, você precisa ser um escolhido de Deus e não seu inimigo.

            Quero concluir dizendo que Deus abre caminhos no meio das dificuldades, quanto maior a dificuldade maior é a luz e mais extraordinário o caminho de livramento que Deus vai fazer acontecer na sua vida. Seja abençoado com essa palavra em nome de Jesus.

by ap. Antonio Bueno

Publicado por: Ap. Antonio Bueno | 29 de junho de 2011

Construindo história em cima da promessa

Não se constrói historias em cima de traumas, mas embasados em promessas,   Gen 45.

Os nossos históricos serão bons ou ruins, tudo vai depender de como construímos a nossa vida.

Em Matheus 7:24-29 temos o relato de Duas construções, uma ficou de pé e a outra ruiu, embora o problema que ambas enfrentaram era o mesmo. Então qual foi a diferença para resultados totalmente opostos?

Alguns constroem em cima de traumas e por causa disso sua casa, estrutura cai; outros constroem sobre a promessa e ficam firmes.

Construindo a minha historia em cima das promessas de Deus

1-    Deus tem a promessa que será a base da minha historia (gen. 37:5 e 9)

Os sonhos nascem dos anseios humanos, mas as promessas do coração de Deus.

Deus tem uma promessa que é embrionária da nossa historia, para todo ser humano, Jer 29:11 diz que o pensamento de Deus a nosso respeito é um pensamento de paz e de vitória.

José construiu sua historia com base no que Deus tinha revelado a ele naqueles sonhos.

Jô 42:2 diz que nenhum propósito de Deus pode ser Frustrado

2-os traumas são como areia, onde ninguém esta seguro para construir

Se alguém podia olhar para trás e lamentar a sorte era José. Os traumas familiares e de relacionamento forma uma constante na sua vida.

As feridas da alma impedem a construções de grandes historias. Muitas pessoas se vêem como vitimas da historia e não como agentes na historia.

Os traumas agem nos sentimentos e ninguém pode confiar em sensações, o profeta disse: “enganoso é o coração”. Nosso histórico será ruim se não dermos óbito aos nossos traumas.

No N.T. temos dois discípulos que construíram suas historias de formas diferentes com resultados diferentes:

A)   Judas- que construiu sua historia no trauma

B)    Pedro- que construiu sua historia na promessa de Jesus “tu és Pedro e sobre esta pedra…”

Os traumas servem para definir o quanto confiamos no projeto de Deus para nós. Quem vive de olhar para os traumas transforma-se num construtor de Desculpas e não de historias.

Quem vive de nutrir a Dor assina o óbito da sua historia.

3-    A promessa é maior que as circunstancias

A promessa de Deus para José era de uma mudança de geografia na construção de sua historia. O coração de José nutriu a promessa: ele velou pela palavra recebida do coração de Deus.

As circunstâncias não arrancaram a promessa do coração de José;

A)inveja do irmãos

b)traição dos irmãos

c)falsa acusação da esposa de potifar

d)esquecimento pelos colegas que ajudou na prisão

e)injustiças

f)escravidão

Nenhuma circunstancia foi maior que a promessa para José.

Habacuque 3:17 e 18 fala de uma fé na promessa que vai além das circunstancias desanimadoras.

Deus disse que o seu projeto de vida para nós está na sua palavra e que ela não muda por causa das circunstâncias (marcos 13:3).

A promessa é maior que a morte, por isso lazaro ressuscitou; por isso Jesus venceu a morte.

Porque Jesus é a promessa do pai para todos que o aceitam como senhor… João 1:12

by ap. Antonio Bueno

Publicado por: Ap. Antonio Bueno | 9 de junho de 2011

O que faz a alma mudar de endereço?

O que faz uma alma mudar de endereço?
João 20:19-23
Quando Deus nos criou, nossa alma era pura e inocente. Usufruía de uma comunhão plena com o criador, mas o pecado mudou tudo, e o que vivemos agora é uma realidade diferente daquilo que Deus planejou para nós. A alma do ser humano trocou o seu endereço ; trocou o endereço da segurança pelo endereço do fracasso e destruição. Duas coisas a meu ver faz com que a alma mude de endereço.
 1-Trauma (João 20:19). O texto mostra que os discípulos estavam trancados, paralisados com medo dos judeus. A crucificação de Jesus trouxe ao coração deles o temor de que eles fossem os próximos O trauma dos discípulos foi complexo (na alma) Eles tinham a convicção de que Jesus era o messias, mas achavam que não morreria, em Lucas 24, os dois discípulos a caminho de Emaús explicam isso ao viajante, que era Jesus. Em Lucas 24:21 eles dizem de sua esperança, a alma deles se sentia frustrada, traída na esperança. Outro trauma profundo diz respeito ao relacionamento entre eles, que era profundo, principalmente depois de 3,6 anos, eles não esperavam uma traição daquele nível, e muito menos pela pessoa de Judas, um homem acima de qualquer suspeita, tanto que até ocupava a tesouraria. A crucificação era um castigo romano muito traumático, reservado para os piores criminosos, e os discípulos vivenciaram esse episodio, o trauma paralisa a conquista, inopera a fé e põe a alma na rota errada. O trauma põe a alma em fuga.
 2- A segunda coisa que faz a alma mudar de endereço é o Espírito Santo . João 20:22 e Atos 2. Apesar dos discípulos andarem 3,6 anos com Jesus, todo ensinamento e discipulado viraram nada com a ausência de Jesus no período de três dias. Podemos ensinar nossa alma, discípula-lá, mas se não houver uma ação de Deus através do espírito santo ela será apenas isso, Jesus sabia disso e essa é a razão de se apresentar a eles ressurreto e não ficar apenas no discurso e soprar sobre eles o Espírito Santo (João 20:22). Em Atos 2 vemos que por mais que tivessem visto Jesus ressurreto, ainda assim não tinham uma atitude diferenciada de pessoas comuns, o que faz aquelas pequenas ovelhas rugirem como um leão é o acréscimo do Espírito Santo as suas vidas.
 O Espírito Santo devolve a alma a Deus e constrói o caminho para o céu e estabelece o canal da fé e do milagre.
Publicado por: Ap. Antonio Bueno | 26 de maio de 2011

Jesus um líder de mudanças

No livro de Marcos 3:13-19 Jesus escolhe doze homens comuns e depois de 3 anos e meio de discipulado a vida desses homens não foi mais a mesma. Doze homens comuns são transformados em pessoas extraordinárias, porque encontraram um discipulador que investiu sua própria vida na vida deles. Qual é a sua contribuição para as mudanças necessárias que as pessoas precisam?

Devemos entender que somos agentes de mudanças! A primeira lição é que Jesus não vocaciona desocupado (Mc 1:16); quem não tem ocupação revela a dificuldade de se focar em alguma coisa,  estar desempregado é uma coisa, desocupado é uma coisa totalmente diferente.

A segunda lição é que Jesus não pegou discípulos prontos, mas por fazer (Mc 16).  O investimento de 3.5 anos na vida dos discípulos é que os gerou como líderes da igreja. isso significa tempo, Jesus percebeu e confrontou cada erro de seus discípulos até estarem aptos. Aptos, não prontos, porque ainda tinham um longo caminho pela frente.

 Terceira lição de Jesus é que ele escolheu seus discípulos, não com base no potencial deles, mas sim no seu (Mc 1:17); o discípulo que se acha capacitado demais normalmente não aceita aprender mais nada, o potencial de descobrir que existe dentro de cada um, está no discipulador, e não no discípulo; o líder tem que ter feeling para descobri-los.

A quarta lição de Jesus é que só habilidades humanas não são suficientes para mudanças espirituais. (Mc 16:15). Jesus sopra sobre eles o espírito santo porque sabia que só a força humana, nada faria. Enquanto os discípulos não foram cheios do Espírito Santo ficaram enclausurados, primeiro por medo dos judeus, e depois até serem cheios do Espírito Santo. A mudança na vida dos discípulos aconteceu em Atos dois, o diferencial foi o Espírito de Deus na vida deles.

As mudanças que precisamos Deus têm a nossa disposição, mas precisamos entender que sem discipulado e sem a ação do Espírito Santo não vai acontecer. Tenha um ótimo dia, que Deus efetue mudanças na sua história.

by Ap. Toninho

Publicado por: Ap. Antonio Bueno | 21 de maio de 2011

RESSUSCITANDO A PROMESSA

Lucas 7:11-17

Neste texto vemos um encontro de duas multidões, uma que celebra o milagre e outra que sofre a dor da perda A dor da perda cala o coração para que ele não celebre, aliás , a perda tira o motivo da celebração. E não importa o tamanho da multidão que nos acompanha, não há alegria na perda, mas ela pode mudar se encontrar-se com aquele que muda as coisas à sua volta, Jesus, o Cristo. Quem tinha morrido não era uma pessoa comum, aquela mãe perdeu o filho único; e o milagre de Jesus na vida do filho da viúva de Naim. É um ato profético daquilo que o próprio Deus fará na sua vida depois da crucificação.

 O filho único da mulher de Naim representava a promessa de Deus em sua vida. Dentro da cultura judaica ter um filho, simboliza favor de Deus na vida da família, uma família sem filhos era tida como uma família desprovida de bênçãos, a morte do filho único trazia serias implicações sociais a essa mulher vejamos: primeiro perde o marido, e agora perde o filho. No Velho Testamento, no livro de Rute o choro de Noemi era porque ela achava que a mão de Deus pesava sobre ela. O marido simbolizava o sacerdócio e o filho a promessa, e essa mulher perdeu ambos, o que fazer quando a promessa morre? Nenhuma promessa continua sem um sacerdócio. Foi necessário a mulher de Naim encontrar-se com o sumo sacerdote para que houvesse ressurreição da promessa.

O filho da mulher de Naim traz à memória a herança. A bíblia diz que os filhos são herança do senhor, aquela mulher chorava a perda de uma herança, ela carregava uma herança morta. Ela ia sepultar a herança. Herança fala de um legado, algo que me foi deixado por alguém que me ama, essa mulher estava enterrando a lembrança de uma vida de amor e carinho. Jesus ao encontrar-se com ela ressuscita a herança dela, todo um legado iria cair no esquecimento se essa mulher não encontrar-se com Jesus, existem pessoas que estão vivas, mas carregam o peso de uma herança morta. Uma herança que morreu fala de que, eu enterro o legado do meu pai, a lembrança daquele que me gerou. Precisamos ressuscitar nossa herança, Deus pai, não deixou seu filho no túmulo, porque ele era sua herança para a raça humana.

O filho representava a provisão e o cuidado de Deus na vida daquela mulher. Seu marido havia morrido, ela vivia do trabalho do filho, a morte do filho dessa mulher iria trazer além de tristeza, pobreza, ruína e miséria, ela estava enterrando seu futuro.

O filho representava a continuidade de sua historia. O que aquela mulher estava levando para o túmulo era a sua historia, ela estava enterrando sua geração; sua historia acabava ali. Quando falta o sacerdote a geração é interrompida e a morte se instala na nossa geografia.

Publicado por: Ap. Antonio Bueno | 6 de maio de 2011

Qual o destino da tua alma?

Num 14:1-10

Embora caminhando em direção à terra prometida, o povo de Israel ainda estava com a alma presa no Egito. Toda vez que um desafio aparecia, o povo hebreu lembrava imediatamente do Egito. Lembravam-se das benesses e se esqueciam de um fator importante do Egito, eles eram escravos lá

1-      O homem é uma alma vivente (gen 2:7)

– Quando Deus soprou no homem, lhe concedeu vida através do seu espírito e o homem se tornou “alma vivente”.

– Não somos um corpo que tem uma alma, mas somos alma vivente que precisa de um corpo para se expressar.

2– A alma não foi feita para andar sozinha, ela gosta de companhia (gen 2:18-24)

– O Deus altíssimo criou tudo aos pares, nada foi feito para andar sozinho, assim ele fez com o homem.

– A alma gosta de companhia, ela só não sabe escolhe-las.

– A alma gosta de se associar, a alma de Eva associou-se a satanás, porque estava sozinha.

– Deus, o altíssimo é sabedor disso e nos deu seu Espírito Santo como companheiro inseparável de nossas almas (atos 2).

3- Toda alma gosta de ser conduzida (gen 3:1-6)

A alma, quando não está em companhia de algo ou alguém ela busca companhia para ser conduzida

– A alma de Davi foi conduzida para se apegar a alma de bate-seba; porque isso aconteceu?? Davi não foi para a guerra com os seus generais e deixou sua alma ociosa. Uma alma que sempre esteve associada ao dinamismo e guerra, não ficaria ociosa e logo achou quem a conduzisse, UM DESEJO.

– O povo de Israel, vez por outra queria levantar lideres que conduzissem suas almas para o Egito (num 14)

–  A alma do povo não gostava de ficar sem endereço; quando Moises ficou 40 dias no monte, o povo sentiu-se solitário e pediu a Arão que lhes providenciasse um Deus.

–  O que eles fizeram parecia-se com os Deuses do Egito porque suas almas ainda estavam La

Onde esta a sua alma? Qual é o endereço da tua alma??  Qual é o Destino de sua alma??

       A alma sempre vai desejar estar no seu endereço no seu destino

4- Mudando o endereço da minha alma (num 14)

–  O povo de Israel tinha o Egito como endereço final para suas almas eles não conseguiam transicionar  sua alma.

*quando você não muda o endereço de sua alma, pode ver os milagres de Deus, os anjos, pode até ter um líder inigualável, a alma sempre vai querer voltar para o Egito.

–  A alma de ACÃ  ainda estava no Egito; o brilho do ouro, a riqueza ainda seduzia sua alma, por isso fez o que fez. Josué 7.

–  A alma de Ananias e safira estava na hipocrisia, Atos 5, queria parecer piedoso aos apóstolos, sem, contudo abrir mão do dinheiro e do estilo de vida dele.

*Quem não transiciona sua alma, não da novo endereço a ela, acaba por ficar preso no deserto, ou ser expulso do éden.

– Tem pessoas que vivem experiências com Deus, estão  numa caminhada em direção a conquista, mas mesmo assim vêem que as bênçãos não acontecem, por quê? Sua alma ainda tem o endereço errado.

–  O melhor endereço para dar a alma é a promessa. Josué e Calebe foram os únicos que transicionaram a alma do Egito para a  promessa, Números 26:65.

*Para onde esta indo a sua alma? Qual é o endereço dela?

* Os meus anseios revelam os endereços impressos na minha alma:

a- tem gente que tem na alma o endereço de um trauma do passado (Pedro nega Jesus).

b-  tem pessoas que tem na alma o endereço da maldição. (povo de Israel e o Egito).

c-  outros tem o endereço das limitações (filho prodigo).

Publicado por: Ap. Antonio Bueno | 28 de abril de 2011

ASPECTOS PRÁTICOS DA VISÃO EM CÉLULAS

By Edvaldo Barbosa

1- Conhecendo a Visão

2- Implantando a Visão

3- Funcionamento das células de Evangelismo

1- CONHECENDO A VISÃO

A) Introdução e base bíblica

A visão em células nasceu no coração de Deus, resgatando as características da Igreja Primitiva, que não se resumia a quatro paredes, não se reunia somente em templos, mas em casas e que era dinâmica,  movia-se incansavelmente, direcionada pelo Espírito Santo.

Cada casa é uma igreja, cada crente um evangelista. (At 1:1 a 2:41, At 2:46-47, At 5:42, At 10:1-48, At 12:9-17, At 16:40, At 20:7-12, At 20:20, At 21:8-14, At 28:16,23,24,30 e 31, Rm 16:3-5, 14,15 e 23, I Co 16:19, Cl 4:15,At 19:8-12).

A visão resgata o papel do sacerdócio, descentralizando as funções do Pastor Presidente e desenvolvendo novas lideranças. Tem-se uma preocupação constante com o Evangelismo pessoal, feito de forma direta, com aquelas pessoas que nos cercam e que fazem parte do nosso dia-a-dia.

Trata-se de uma adaptação da Igreja às modernidades do nosso tempo, utilizando os recursos que temos hoje nos meio de comunicação como telefone, rádio, TV, fax email, etc.

B) Escada do Sucesso

A visão em células é fundamentada em quatro etapas distintas que são: ganhar, consolidar, treinar e enviar, exemplificadas no quadro a seguir:

GANHAR

CONSOLIDAR

DISCIPULAR

ENVIAR

Oração por Três

(30 dias)

Fonovisita em 24 horas

Escola de Líderes

Montar sua própria equipe de Encontro

Jejum por três

(30 dias)

Contato Pessoal em 7 dias

Grupo de 12

Ter sua própria Escola de Líderes

Evangelismo Pessoal

Pré-Encontro

Formar suas células de Multiplicação

Conquistar Cidades

Células de multiplicação

Encontro

Formar seus 144

Conquistar Nações

Cultos de Celebração

Pós-Encontro

Redes Homogêneas

1º- Ganham-se vidas por meio do evangelismo pessoal, por meio das células de multiplicação e através dos cultos de celebração. Todas as pessoas, quer sejam ganhas nas células ou nos cultos, ou nas reuniões de redes, deverão preencher uma ficha de consolidação (vide anexo), para que seja cumprida a etapa seguinte. A oração e jejum por três são uma estratégia fantástica para auxiliar neste processo de multiplicação, pois de fato, são quebradas fortalezas e definidos alvos a curto prazo, dando excelentes resultados. Na visão em células não existe um grupo de evangelismo, todos são evangelistas em potencial (Is 61:1).

Consolidam-se as vidas através da fono-visita em até 24 horas após a visita à igreja, através de visitas onde se compartilha a Palavra de Deus (ver manual de Consolidação) e principalmente através do Encontro face a face. Rapidamente veremos a necessidade da criação de uma equipe de consolidadores, que deve ser bem treinada. Deve-se evitar que a consolidação gere um sentimento de sufoco por parte do consolidado. Tudo deve ser feito de forma espontânea e à medida que ganhamos a confiança do novo convertido. O consolidador deve estar devidamente identificado na igreja, atento aos visitantes e orando e intercedendo durante o período do culto. Ninguém visita hoje uma igreja em células sem que tenha o seu nome registrado na ficha de consolidação. É uma estratégia que nos permite fechar a porta dos fundos. Se alguém aceita Jesus em nossa igreja, Deus quer que aquela vida frutifique ali, onde ela foi plantada.

Treinam-se as vidas através da Escola de Líderes. A Escola de líderes difere da Escola dominical porque é um curso que tem um início, meio e fim. Funciona como uma escola mesmo, com Diretores, secretárias, professores, freqüência, provas, avaliações, trabalhos (principalmente práticos, como visitar alguém ou fazer um protótipo da célula em sua casa). Sugere-se o material do MIR de Manaus .

Enviam-se as vidas quando já estão preparadas para dirigirem suas próprias células de multiplicação. Quando a célula chega ao ponto de multiplicar, o líder não precisa nem ser escolhido. Ele já se destaca dos demais e tem aceitação de todos os componentes da célula. No caso de ter que escolher, deve-se orar para que Deus dê a direção certa.

2- IMPLANTANDO A VISÃO

A) O Encontro e a formação dos grupos de células

O primeiro passo para se implantar a visão com sucesso é o comprometimento de toda a liderança da igreja e a disposição em passar todos pelo Encontro face a face. Deus realmente quer derramar uma unção nova em nossas vidas, porém um odre velho não suporta vinho novo. Por isto a importância de passar pelo Encontro (que é um retiro para novos convertidos) toda a igreja.

I- O Pastor Principal e a sua esposa passam pelo Encontro e ficam sabendo a respeito da visão em células. Após voltar do Encontro, o Pastor reúne os homens da sua liderança e passa a compartilhar com eles sobre as bênçãos recebidas nos três dias e na importância deles também estarem no Encontro, sem, no entanto revelar as surpresas ocorridas. Esta reunião do Pastor com a sua liderança é a chamada Célula matriz.

II- O Pastor e a Pastora encaminham seus líderes para o Encontro, que deve ser impecável, pois será referência para que eles ministrem seus próprios encontros futuramente. Depois que os líderes voltarem do Encontro, eles irão compartilhar a experiência na célula matriz, podendo também dar alguns testemunhos à frente da igreja, para que incentivem outros membros a passar pelo Encontro.

III- Cada líder que passou pelo Encontro deverá fazer ingressar na Escola de Líderes (extensiva ou intensiva, conforme opção do Pastor) juntar-se a mais 2 ou 3 irmãos da Igreja e formar em sua casa as Células de Evangelismo, onde deverá ser compartilhada a experiência do Encontro, bem como se iniciar a oração intercessora dos membros da célula por três nomes que cada um vai ter como meta para ganhar para Jesus. O mesmo procedimento que o Pastor fez com os líderes (envia-los ao Encontro), estes farão com os demais membros da igreja. Desta forma, o número de líderes da Igreja deverá ser também o número de grupos de células que darão início ao processo de celularização na Igreja.

IV- Todas as semanas haverá portanto duas reuniões no mínimo, que será a reunião da Célula Matriz (O Pastor com seus líderes e a Pastora com suas líderes) e as reuniões nas Células de Evangelismo (Os líderes e os demais integrantes da célula). É importante que neste momento da celularização haja envolvimento de toda a igreja, não só dos líderes, mas também dos demais membros, os que passaram e os que não passaram ainda pelo Encontro. A intenção é de que a transição seja feita com êxito e que não haja perda de nenhum dos membros. Quanto aos que são resistentes à visão, devemos ser pacientes e não descarta-los, afinal é algo novo e que precisa de tempo para ser aceito pelos crentes veteranos.

V- Nas reuniões da Célula Matriz deverão ser feitos relatórios do funcionamento das células, das bênçãos recebidas, das almas que se acrescentam ao corpo de Cristo, das dificuldades encontradas, etc. É um momento em que o Pastor irá ministrar a visão da igreja aos líderes, incentiva-los e orienta-los quanto às diversas situações ocorridas nas células e traçar metas a serem alcançadas num determinado intervalo de tempo. A reunião de Célula Matriz é também aonde os líderes de células compartilham experiências e são edificados.

3 –   CÉLULAS DE EVANGELISMO

A) As características e o papel do líder de células

O líder deverá ser:

1 – Pontual

2 – Asseado

3 – Paciente

4 – Submisso

5 – Ensinável

6 – Exemplo para os discípulos em tudo

7 -Ter vida de oração e santidade

O papel do líder – Dirigir as reuniões de forma agradável, sem deixar que o assunto se desvie e que passe do horário previsto para o término. Reuniões muito longas correm o risco de provocar uma demanda dos participantes. É importante ter um horário para começar e para terminar. Qualquer problema que surgir na célula (espiritual, emocional, financeiro, etc.) deverá ser resolvido pelo líder. Quando estiver fora do seu alcance deverá ser passado para o Pastor da igreja.

Funcionamento das células – O desenvolvimento das reuniões deverá ser objetivo, sem rodeios. Deve-se deixar que as pessoas participem, não só o líder fale. A mensagem deve-se ser levada em tom de conversa, não de pregação. A linguagem deve ser simples, mostrando Jesus como solução para todos os problemas. Cada reunião deve-se ter a preocupação em levar visitantes. Esta preocupação deve ser de todos os componentes da célula, não só do líder.

Composição da célula:

Um anfitrião – aquele que empresta sua casa para as reuniões; (At 10:24)

Um líder – Quem dirige a reunião; (At 10:44)

Co-lider – Aquele que na ausência do líder dirigirá a reunião e que na multiplicação será o novo líder; organizará a parte burocrática, como fichas de consolidação, datas de aniversário, transporte, etc.

Objetivo das Células

O objetivo das células é totalmente evangelístico. Durante muito tempo vários cristãos se escondiam por trás de um falso avivamento, que não mostrava seus frutos. Na célula fica mais fácil definir quem está produzindo ou não, diferente do que ocorre na igreja, onde muitos se apóiam no trabalho de outros. Os chamados grupos familiares, que a princípio tinham este objetivo, acabaram se transformando em reuniões de comunhão entre os irmãos apenas. O “Culto no lar” também não cumpriu o papel, pois notávamos que nunca tinham visitantes, limitando-se apenas à pessoas já salvas. Os grupos celulares resgatam o evangelismo de forma inovadora e eficaz, quando as reuniões são feitas exclusivamente para os não salvos.

Publicado por: Ap. Antonio Bueno | 15 de abril de 2011

Quando a unção não falta

II Reis 4:1-7

Na vida do crente pode faltar tudo, só não pode faltar a unção. Não pode faltar o azeite. Quando não falta unção, as demais preocupações não chegam a ser problemas, mas sim oportunidades para Deus fazer milagres. Esta mulher havia perdido o marido, que era o profeta, então significa que ele perdeu sua posição, o marido não estava mais entre os profetas. Estava na iminência de perder seus dois filhos. Tinha perdido a condição de se sustentar, e por último, sua conclusão diante do profeta Eliseu era: “tua serva não tem nada em casa, a não ser um pouco de azeite” Essa mulher não tinha nada “a não ser… um pouco de azeite”, o azeite simboliza a “Unção de Deus” e…

Quando a unção não falta… A escravidão não engole os filhos, II Reis 4:7. A dívida desta mulher era grande e estava para transformar seus filhos em escravos, era uma dívida física, mas também envolvia aspectos emocionais e espirituais. O milagre de Eliseu na vida desta mulher foi singular, multiplicou o azeite, e isso fala de uma unção que traz livramento. Uma unção parada não pode efetivamente fazer nada, mas quando ela é usada e multiplicada quebra o jugo e traz libertação, Isaías 10:27.

Quando a unção não falta as dividas são pagas, II Reis 4:7. O ser humano nasce com dividas espirituais e toda ela é uma legalidade para satanás trabalhar em nossas vidas; quando há divida, sempre há um cobrador, e esse cobrador de dividas espirituais é o diabo. Jacó foi um homem que saiu de sua casa endividado emocionalmente com seu irmão e Esaú havia posto no seu coração que só a morte pagaria esta divida (Gen 27:41), mas Jacó construiu uma ponte entre o céu e a terra com suas orações, de modo que na vale de Jaboque a unção de Deus se multiplicou em sua vida e mudou a sentença de morte, porque a divida foi paga com a unção . (Gen 33).

Quando a unção não falta a prosperidade acha causa para chegar, II Reis 4:7. Essa mulher estava morrendo endividada e pobre, mas quando colocou a unção em operação a prosperidade chegou. A unção atrai prosperidade, olhe para o Antigo Testamento e veja que quando Moisés construiu o tabernáculo sobrou dinheiro e tudo nele era de valor incalculável, O castiçal todo de ouro, a Arca de ouro e etc…

Publicado por: Ap. Antonio Bueno | 4 de abril de 2011

Um chamado, uma mensagem, uma resposta.

Marcos 1:14-20

Martin Luther King disse certa vez que se alguém não tem algo pelo qual valha a pena morrer não merece viver; creio que ele pensava em Jesus Cristo quando disse isso, porque  o Messias morreu pela sua causa, literalmente, a sua mensagem e vida que tanto pregamos hoje é o resultado deste comprometimento há dois mil anos atrás, que acabou por levá-lo a morte de cruz.

O comprometimento com o evangelho de Jesus é o que define a profundidade, relevância e alcance do nosso ministério, por isso convido você a refletir um pouquinho nesse texto onde Jesus fala de um discipulado que provoca mudanças na vida das pessoas. Jesus é um líder comprometido com a transformação das pessoas. Quem ouviria falar de um pescador chamado Pedro se ele não tivesse andado com Jesus?

A primeira coisa que quero refletir com você é o “chamado”, Mc. 1:17, o valor dele é medido pela importância daquele que efetua esse chamado. O nosso chamado é o chamado de Cristo, não é uma pessoa qualquer que nos chama, mas o próprio Deus. Portanto a importância do nosso chamado é a importância do nosso Deus. Mas a importância de Deus na nossa vida depende do valor que damos a Ele.

É possível ter um chamado dado por Deus e esse chamado ser verdadeiro, e, no entanto não ter valor algum porque eu relego Deus a uma significância medíocre na minha vida. A importância e a relevância de Deus na minha vida têm o peso da profundidade do meu relacionamento e conhecimento com Ele.

A segunda coisa que quero salientar aqui é a “mensagem”, Mc. 1:14,15, a grande revelação a respeito do evangelho neste século é a mensagem dele. Muito se tem ouvido falar do evangelho de Jesus, mas o que ouvimos mesmo é o “meu evangelho”, “o nosso evangelho”, “o evangelho da denominação”, “o evangelho da nossa cultura”, “o evangelho das nossas preferências ou doenças”, “o evangelho da nossa teologia humanista”, mas o verdadeiro evangelho de Cristo, bem esse, acho que não muito. Jesus diz em Marcos 1:14 e 15 sobre o conteúdo desse evangelho, ele fala da mensagem desse evangelho, do verdadeiro evangelho.

Temos tido pouco resultado porque não temos pregado necessariamente o evangelho de Cristo; Ele não tem compromisso com o “meu evangelho”, mas a Bíblia diz que Ele confirmava a pregação da “Palavra” com os sinais que se seguiam, isto é, quando ministramos a “Palavra d’Ele”, com certeza Ele se responsabiliza por ela. Deus vela pela sua Palavra para cumpri-la.

Paulo, o apóstolo diz que mesmo que descesse um anjo do céu e pregasse um evangelho que não fosse o de Cristo seria maldito, amaldiçoado.

Qual é o evangelho que estamos pregando? O evangelho é a manifestação da graça de Deus aos homens, lembre-se disso.

A terceira coisa que quero dividir com você é “a resposta”, Mc. 1:18,20, cada pessoa responde no nível de seu entendimento, porque a nossa resposta tem a ver com a relevância que damos ao nosso “chamado”.

Os discípulos tiveram uma resposta rápida ao chamado do Messias, porque entenderam que não era uma pessoa comum que os chamava.

A nossa resposta também tem a ver com o grau de comprometimento que temos com o Deus que servimos, porque implica em abrir mão de coisas pessoais em nossa vida; Simão e André deixaram as redes e tudo o que elas significavam em suas vidas.

A resposta ao chamado leva a sacrifícios crescentes, enquanto Simão e André deixaram as redes, João e Tiago deixaram as redes, o barco, uma empresa de pesca e o seu próprio pai. Toda resposta a um chamado de Deus envolve renúncias, Jesus diz que se não houver renúncias não pode haver discipulado, Lucas 14:33 . A nossa resposta reflete a profundidade do nosso discipulado, Mateus 16:24.

Toda resposta envolve sacrifícios, o que você tem coragem de renunciar por causa do chamado de Cristo em sua vida?Pense nisso, avalie isso agora e responda pra você mesmo.

Tenha uma ótima semana em Cristo. Shalom.

Publicado por: Ap. Antonio Bueno | 29 de março de 2011

O DÉCIMO TERCEIRO DISCÍPULO

Desde a eternidade , esteve presente na “mente” de Deus a ideia da criação, o tempo da vinda do Messias.

Mas Deus não teve uma ideia isolada, antes, pensou em tudo como uma grande obra de sinfonia. Ele queria que como uma corte houvesse quem o servisse. E todos nós estávamos incluídos nessa ideia, pois fomos amados por Ele desde a eternidade assim como falou a Jeremias “ Eu amo-te com eterno amor, e por isso a ti te estendi o meu favor.” 31.3.

O modelo da criação não foi outro senão o próprio Cristo, por isso Ele disse: faça-mos o homem a nossa imagem e semelhança, Gn 1.26. Tornando possível a nossa existência como filhos de Deus, por seu próprio sacrifício. E por termos sido criados para ser seus “súditos”, para servi-Lo e adora-Lo, é também a nossa causa final.

Em suma fomos criados em, por e para Jesus, “Col 1:16 porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele.”

Podemos então concluir que o chamado de Deus para nós deu-se desde a eternidade, 2 Tm 1:9 que nos salvou e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos dos séculos”. Ficando evidente que, desde a eternidade fomos chamados para servir como ”súditos” do Rei em seu reino. Essa é a chamada genérica de Deus a humanidade, mas dentro dessa chamada existem aqueles que são chamados para exercer funções específicas dentro do seu corpo (igreja). É uma missão que cada um temos em particular e não será dada a mais ninguém.

Temos no Novo Testamento exemplos dessa chamada, Jesus escolheu especificamente seus apóstolos. A Pedro, Tiago, André e João disse: “Vinde após mim e vos farei pescadores de almas” Mt 4.19; ao se encontrar com um publicano chamado Mateus disse: “Segue-me” Mt 9.9; Paulo quando o viu disse: “Que queres que eu faça?” At 9.6.

Assim como esses homens abandonaram tudo para seguir imediatamente o Mestre, nós também precisamos responder prontamente, com amor e alegria ao chamado.

Marcos, tão resumido em outras temas, para dar detalhes de um encontro que fala profundamente conosco até os dias de hoje. Um jovem se aproxima de Jesus, com a respiração ofegante, como alguém que busca desesperadamente algo especial. De certo ouvirá as pregações de Jesus sobre o reino de Deus e houvera sido impactado por elas. E buscando a salvação, por sentir que sozinho não poderia obter, busca naquele em que tinha a certeza possui-la.

A pergunta feita aponta como uma seta nesse sentido, Didon escreveu: “revelava uma natureza superior e uma alma sincera. As doutrinas dos fariseus, do sinédrio e das escolas rabínicas, baseadas em méritos próprios, já não satisfaziam sua consciência abalada pela mensagem do reino.”

Por isso ele correr até Jesus e ajoelhar-se e exclamar “BOM MESTRE”, uma qualificação alheia aos costumes da época. Lagrange comenta sobre isso: “Não se conhece exemplo de alguém tenha chamado assim um rabino” e acrescenta “ultrapassava os hábitos de cortesia daquele tempo”.

O tema da pergunta é algo para se pensar, pois um tema tão diferente daqueles que se ouve atualmente na maioria das igrejas. Naquela épocas as pessoas se preocupavam em ganhar o “reino dos céus”. E hoje?…

Filion comenta sobre a pressa do jovem: “Corria para não perder aquela ocasião de fazer ao Salvador uma pergunta que muito o preocupava” Duquesne elogia a atitude dizendo: É com esse fervor de espírito e esta rapidez de corpo, com esta presteza e esta alegria espiritual que se deve ir a Jesus”

Jesus lhe responde: “por que Me chamas bom? Só Deus é bom”. Esta resposta lhe causa espanto a primeira vista, mas logo se compreende onde Jesus queria chegar.

Jesus não visava repreendê-lo, mas chamar sua atenção para a realidade: só Deus é bom, portanto bondade absoluta é inerente em Deus. Efrém comenta: “ Jesus rejeitou esse titulo de “bom”, dado por um homem, para indicar que Ele tinha essa bondade adquirida do Pai, por natureza e geração, que não a tinha simplesmente de nome”.

Ao chamá-lo de “bom mestre”, o jovem rico mostrava ter visto principalmente o lado humano do Messias: sua inteligência, capacidade e sabedoria naturais. Jesus no entanto que ele o considere não só como homem, mas sim como Deus. Por isso a resposta: “ Por que me chamas bom?”.

Com essa pergunta Jesus o convida a dar um passo além da religião, dos dogmas e preceitos. Jesus o convida para olhar o Eterno encarnado. De fato ao chamá-lo bom, sem se dar conta, estava lhe atribuindo uma algo que na verdade ele tinha, porque Ele é Deus. Jesus então o convida para ter “consciência” daquilo que falou, para ver com clareza e compreensão, e assim, O Amá-lo mais ainda.

Procura mostrar ao jovem que ele precisava ter a noção inteira sobre quem Jesus de fato é, dizendo-lhe que esse título convém apenas a Deus, e leva-o a entender que deveria considerá-lo como o Filho de Deus aquele a quem ele chama de “bom”, e não somente um mestre simplesmente humano.

Mc10:21 E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, e vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem e segue-me.

Jesus o olhou com amor, (agora sente e suporte minha loucura), e fez-lhe o mesmo convite que fez aos seus apóstolos: “Vêm e segue-me”. Jesus estava disposto a aceitar esse jovem em seu circulo mais intimo de amizade. Entres aqueles que participavam de momentos especiais de discipulado, ouviria não mais por parábolas, mas ouviria-O abertamente. A palavra “Vem” parece exprimir algo mais do que uma simples imitação do segmento material, mas sim um chamado para fazer parte da família, do grupo dos discípulos.

Contudo para aceitar esse apelo foi lhe pedido uma renuncia: “ Vai, vende tudo quanto tens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos céus”. Agora estava em suas mãos atender ao chamado, dar uma resposta ao chamado, uma resposta alegre, cheia de entusiasmo, assim como os outros discípulos haviam feito.

“Ele entristeceu-se com essas palavras e se retirou abatido, porque tinha muitos bens”.

O mesmo jovem que chegará com sofreguidão, agora se retira silenciosamente. Porque preferiu manter os seus bens a seguir o Mestre e abandonou o “tesouro no céu”. Algo inédito pois nenhum dos evangelho narra uma recusa assim.

Não pensemos no entanto, que foi o apego as coisas e bens matérias que o impediram de aceitar o convite, não foi isso. O jovem praticava os mandamentos desde a infância, mas não os praticava com perfeição, pois havia negligenciado o mais importante deles: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda tua alma e de todas as tuas forças” Dt 6.5.

O grande problema desse jovem não era a avareza, mas sim o orgulho. Ao ser convidado a seguir o Senhor, deveria fazer com o Pedro, diante da pesca milagrosa, olhar para dentro de si e ver suas misérias, ao que o Senhor lhe ajudaria a vencê-las. E esse jovem poderia com certeza ter sido o “DÉCIMO TERCEIRO APOSTOLO”.

Olhando ao redor, para seus discípulos, usou um provérbio judeu para expressar algo extremamente difícil de acontecer, senão impossível: “ É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha que um rico entrar no reino dos céus”. Para mostrar a desordem criada pela paixão de se apegar o coração a terra, e torná-lo insensível as coisas do reino de Deus.

Vamos logo tratar do assunto que Jesus não está dizendo que os ricos não serão salvos, por serem ricos e os pobres serão, por serem pobres, não era sobre isso que Jesus falava. Jesus falava sim sobre o desvio no coração do homem que o leva depositar sua confiança em si mesmo e nos bens matérias, sobrepondo-os aos celestiais.

A finalidade ultima do homem está em Cristo. As riquezas, o dinheiro podem ser apenas meios, efémeros e dispensáveis, para se obter o fim. Portanto é legitimo acumular bens e deles usufruir, desde que eles sejam ganho de forma lícita e seu uso esteja debaixo da autoridade de Deus.

O problema não está nos bens que uma pessoa possui mas sim o destino que dá a eles, assim como aquele que não tem bem nenhum e não vive na graça de Cristo, estará destino ao juízo de Deus. Pode-se lutar para se ter riqueza, com o propósito de espalhar o reino de Deus pelos corações.

Voltemos ao assunto principal.

O jovem recebeu um chamado especial da parte do Senhor Jesus, segui-lo pelo caminho do Reino de Deus e espalha-lo pelo mundo. Mas a tendência desordenada do ser impulsiona para aquilo que é inferior.

A resposta que damos ao chamado determinará nosso futuro, qual resposta estamos dando ao chamado? O jovem deu uma resposta negativa e se afastou do Senhor, ao que se segue, ele foi invadido por uma enorme tristeza, remorso, dor, morte… Ao passo que aqueles que responderam positivamente e tudo deixaram para segui-lo, receberam a promessa de cem vezes mais ainda nessa vida e ainda no futuro a vida eterna.

Concluo com uma pergunta: “QUAL SERÁ SUA RESPOSTA AO CHAMADO?”. Muitos respondem negativamente por causa da religião que vivem, por causa do sistema religioso que ao longo dos anos foi impregnado no ser. Estão como o jovem rico, atados aos dogmas da religião, aos preceitos e doutrinas de homens. Tornaram-se insensíveis ao chamado, mas sentem que falta algo no ser. Atender o mestre é deixar a religião, o legalismo, o humanismo, o romanismo, o catolicismo evangélico e mergulhar no reino de Jesus.

O Rei está voltando! E somos chamados para ser discípulos e apóstolos desse tempo do fim. Anunciar que o reino de Deus é chegado a nós. Precisamos preparar os súditos para a chegada do seu Rei.

Eu respondo sim ao Senhor! Abandono a religião, a igreja enquanto instituição, as paredes feitas de tijolos, que não podem abrigar a gloria de Deus, abandono o Deus criado, para adorar o Deus criador. Para mim o que era ganho, reputei-o como perda. Para ganhar a Cristo e a excelência de seu poder.

Sim eu aceitei o chamado para ser o 13º discípulo, QUEM LER ENTENDA.

Amados espero que Deus fale com vocês, e que tomem a decisão correta.

Fiquem bem!

by Pr. Kleber Bernar – Portugal

http://kleberbernar.blogspot.com/2011/03/o-decimo-terceiro-discipulo.html

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